CICLO DE LEITURAS

EM CENA, SEM CENSURA

05, 11, 18 e 25 de novembro
19h30

 


CICLO LEITURAS

EM CENA, SEM CENSURA
Leitura e Debate de Peças e Autores Censurados Durante a Ditadura Militar


Produção e Direção Geral de Luciana Sérvulo da Cunha
Assitência de Produção de  Ana Clara Cantanhede
Curadoria de Angela Vieira e Bete Mendes
Idealização Bharati Produções


O evento EM CENA, SEM CENSURA fará leituras e debates de peças teatrais e autores proibidos pela censura da ditadura militar.

Textos e autores teatrais sofreram a ação da censura durante a ditadura militar. O que as peças censuradas tinham em comum? Qual era o foco dos censores? Como autores, artistas e produtores reagiram à época? O que se aprendeu com aquela triste experiência? Que prejuízos ela causou? A sociedade brasileira deu alguma resposta àqueles acontecimentos, no curto, no médio e no longo prazo?

No evento Em Cena, sem Censura, estaremos revendo estas peças e conversando sobre a importância da arte, da liberdade de expressão e as implicações da censura.

 

05 de novembro  | UM GRITO PARADO NO AR
de Gianfrancesco Guarnieri

Direção de Alice Borges

Com Bete Mendes, Roberto Frota, Carol Machado, Herson Capri, Thiago Justino e Sura  Berditchevsky

terça | 19h30 | gratuito

05.11 | Um Grito Parado no Ar
terça
 

Texto de Gianfrancesco Guarnieri, vinculado ao teatro de resistência.  Um dos primeiros espetáculos que conseguem furar o cerco da Censura em plena ditadura, por meio de uma linguagem metafórica, que revela o inconformismo e a rebeldia característicos do período.

A peça gira em torno de um grupo de teatro em seu processo de trabalho e ressalta as dificuldades que enfrentam dentro e fora dos palcos.

 

 

11 de novembro | O ABAJUR LILÁS
de Plínio Marcos

Direção de Luciana Sérvulo Da Cunha

Com Zezé Polessa, Cristina Pereira, Flávio Bauraqui, Felipe Rocha e Blackyva

segunda | 19h30 | gratuito  

11.11 | O Abajur Lilás
segunda
 

Escrito em 1969 por Plínio Marcos, o texto de O Abajur Lilás foi liberado pela censura onze anos depois, em 1980. A luta pela liberação tornou-se símbolo de resistência da classe teatral.

A história se passa no prostíbulo de Giro, homossexual que conta com Osvaldo, um segurança violento, para fazer valer sua autoridade. Três prostitutas tentam sobreviver no lugar: Dilma, que se apega aos valores e ao filho que precisa criar; Célia, que deseja tomar o prostíbulo e o poder para si; e Leninha, uma novata individualista, que parece não se abalar com os conflitos. A situação fica mais complexa quando um abajur aparece quebrado no dormitório e nenhuma das prostitutas assume a culpa.

 

18 de novembro | PAPA HIGHIRTE
de
Oduvaldo Vianna Filho

Direção de Ernesto Piccolo

Com Tonico Pereira, Antonio Pitanga, Bete Mendes, Luciana Sérvulo Da Cunha, Ricardo Kosovski , Orlando Caldeira, Digão e Diogo Nunes

segunda | 19h30 | gratuito  

18.11 | Papa Highirte
segunda
 

PAPA HIGHIRTE de Oduvaldo Vianna Filho foi escrita em 1968. A peça tem 11 personagens e se desenvolve em um único ato.

Papa Highirte é um ditador típico do Terceiro Mundo que fora banido de seu país, Alhambra, depois de governá-lo por seis anos. Seu governo havia sido conduzido de maneira violenta pelo coronel Perez y Mejía, mas ele parecia estar alheio a isso. Acaba sendo deposto por um golpe militar (arquitetado próprio Perez y Mejía), que leva Camacho ao poder. Papa Highirte é, então, exilado por três anos. Planeja seu retorno ao poder, mas acaba sendo assassinado por um revolucionário, Maurito, que assim pretendia vingar a morte de amigos e a opressão de seu povo.

Papa Highirte recebeu o 1º prêmio no Concurso do Serviço Nacional de Teatro. Logo depois foi censurada e não pôde ser encenada nem publicada até a revogação do AI-5, em 1979.

 

25 de novembro | A RESISTÊNCIA
de Maria Adelaide Amaral

Direção de Moacir Chaves

Com Orã Figueiredo, Caco Ciocler, Catarina Abdalla, Stela Freitas, Silvia Buarque, Ginaldo De Souza e Roberto Frota

segunda | 19h30 | gratuito

25.11 | A Resistência
segunda
 

 

Escrito em 1975, o texto traz para a cena um dia de trabalho numa redação de uma decadente revista de circulação nacional.

Os personagens Léo, Luiz Raul, Bel, Maria Lucia, Marcos, Roberto e Goretti vivem o cotidiano de um jornalismo em tempos de autocensura. O espetáculo traz um olhar sobre o trabalho do jornalista, que convive com o dever de informar, cercado de contingências que refletem o próprio mercado de trabalho. Dessa forma, a obra reflete sobre indústria da cultura e sua relação com o poder.




 


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