5º FESTIVAL MIDRASH DE TEATRO

FACÍNORA

31 de julho
quarta | 20h30

 

Texto Bruno Caldeira
Produção Frederico Magella

Direção e Interpretação Bruno Caldeira e Gustavo Rizzotti

31 de julho | quarta | 20h30 | R$ 40 (inteira) / R$ 20 (meia)

Duração: 70 minutos | Classificação indicativa: 18 anos

 

31 de julho
quarta

 

"Facínora" é um espetáculo cruel que expõe a plateia a todas as possibilidades físicas, verbais, mentais e visuais de preconceito e intolerância que somos capazes.

Um espetáculo cruel, denso, ousado, provocador, que faz uma crítica dilacerante ao comportamento humano. Facínora encena o pior de nós. E nos propõe a dar uma volta no inferno para encararmos de frente o nosso lado sombra.

FACÍNORA é um apanhado das hipocrisias internalizadas que as pessoas despistam, mas que na voz da personagem aparecem com nitidez. Entre a crueldade e a ironia, o espetáculo retrata a polarização entre a intolerância e a impassibilidade. Toda sorte de preconceitos e maledicências típicos de como 'todos nós enxergamos quem nos parece estranho, incompatível, inferior.

Com a mesma frieza vingativa das vilãs dos contos de fadas, FACÍNORA nos mostra uma realidade com críticas mordazes. É uma personagem cuja réplica encontramos aqui e ali, e cuja hipocrisia, mediocridade e rispidez sentimos quase sempre em nós mesmos.

Sinopse

Facínora entra em cena vestida de preto, arrastando uma mala dourada, em um cenário inteiramente dourado e composto por móveis antigos dourados. Porfírio, seu marido, está sentado, nu, em uma cadeira de balanço dourada e, aos poucos, veste roupas douradas, camuflando-se no cenário.

Durante esse quase monólogo, Facínora praticamente não se mexe, e Porfírio - mudo, misterioso e, por vezes, histriônico, cáustico e patético - tem um momento solo no espetáculo, ao dialogar consigo mesmo, mas possuído por ela, além de masturbar com total despudor e crueldade, uma boneca que representa uma criança de cerca de 8 anos. Ainda que uma denúncia à pedofilia, a cena nos convida a visitar e a combater todos os nossos horrores interiorizados.

No princípio, Porfírio, que se apresenta indiferente aos comentários de Facínora, no final constata que ambos estavam mortos e que ela dialogava o tempo todo com o corpo do seu marido dentro da mala. A mesma mala que foi ignorada por ela quando de sua entrada em cena.

Ficha Técnica:

Texto de Bruno Caldeira
Atores | Bruno Caldeira e Gustavo Rizzotti
direção | Bruno Caldeira e Gustavo Rizzotti
cenário, figurinos, trilha sonora | Bruno Caldeira
iluminação | Gustavo Rizzotti
realização | cia.2 de teatro.

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